Ampliação das ferrovias brasileiras está nas mãos de Jean Paul Prates

Projeto de revitalização e fortalecimento da malha ferroviária brasileira será relatado por senador potiguar. Ele defende o modal de transporte como saída para desenvolvimento econômico

O Brasil tem ainda chance de promover uma revitalização da sua malha ferroviária, ampliando sua extensão pelos próximos anos. O Senado retoma nos próximos dias a discussão de um projeto que permite a construção e a operação de ferrovias sem a necessidade de investimentos do Estado. A proposta está nas mãos do senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator do projeto de lei 261/2018, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), já aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em dezembro do ano passado. O exame acontece agora na Comissão de Infraestrutura.

O projeto autoriza à iniciativa privada ou consócios a construção e a operação de linhas ferroviárias no país. A proposta estabelece que as autorizações não terão vigência predefinida, sendo extintas somente por cassação, caducidade, decaimento, renúncia, anulação ou falência.  Além disso, o texto não prejudica os atuais concessionários. As pessoas físicas ou jurídicas que receberam permissão para explorar ou para oferecer serviços de utilidade pública, não serão prejudicados.

Durante visita à cidade de Pedro Avelino, realizada no sábado, quando esteve com o prefeito José Alexandre, empreendedores, vereadores e militantes do PT, Jean Paul anunciou que a relatoria do projeto pode ser um ponto de virada para a economia do estado. “Se o Estado não pode realizar investimentos, mas empreendedores privados têm interesse em retomar o uso das ferrovias no estado para escoar a produção, por que o governo não pode autorizar a exploração do serviço”, questionou.

O senador acredita que o projeto pode representar para o Rio Grande do Norte um impulso econômico importante, revitalizando a malha ferroviária no estado. As linhas férreas potiguares foram construídas no final do século 19, e interligavam Mossoró a Alexandria, Macau a Ceará-Mirim e Parnamirim a Nova Cruz.

Atualmente, as linhas em funcionamento no estado estão sob responsabilidade da CBTU, ligando Natal a Ceará-Mirim e Natal a Parnamirim.  “Caso seja aprovada, a proposta promoverá o desenvolvimento regional, econômico e social do nosso estado, além de fortalecer a extensão da rede de trilhos e contribuir com a redução dos engarrafamentos que tem acometido as cidades de todo o país”, avalia Jean Paul.

Segundo dados do governo federal, as ferrovias transportam somente 15% das cargas no país. Em extensão de trilhos ativos, o país retrocedeu aos níveis de 1911, apesar dos avanços em produtividade e segurança. A grande maioria das metrópoles brasileiras está acometida de engarrafamentos que poderiam ser fortemente reduzidos pela extensão da rede de trilhos.

 

Foto: João Batista dos Santos